Veneza – 2º dia – Parte II Assim que colocamos os pés fora do barco, Teresa marcou um ponto de encontro: o Hotel Gabrielle, situado às margens do Grande Canal. Em seguida seguimos em comitiva, subindo e descendo pontes, até chegarmos à Praça São Marcos, a principal daquela região. Ali tivemos uma grata surpresa: uma cerimônia cívica emocionante. Ouvimos o hino da cidade de Veneza, tocado por uma pequena banda de músicos, enquanto as bandeiras da Itália e de Veneza eram hasteadas por soldados fardados em traje de gala. Durante esta cerimônia, as pessoas ficaram paradas, em sinal de respeito à cidade. Quando acabou o hino, todas as igrejas de Veneza repicaram os sinos durante um minuto, e o povo que ali estava aplaudiu o evento efusivamente. Ao passarmos pela Basílica de São Marcos, nos assustamos com o tamanho da fila que já estava formada para uma visita que só se iniciaria dali a uma hora. É claro que desistimos de conhecer o interior da igreja. Eu lamentei muito, mas entendi que se ficássemos ali iríamos perder um tempo enorme e deixar de ver muitas outras coisas. O que é se vai fazer? Paciência!... Dando sequência ao passeio, nossa guia nos levou para estação das gôndolas e me pediu licença para deixar um presente naquela que nós iríamos ocupar com mais um casal. Sem entender muito o que era, eu aceitei o presente. Depois que estávamos instalados em nossos lugares, dois desconhecidos, sentaram-se junto a nós, nos dois assentos restantes da embarcação. Nosso gondoleiro deu partida naquela procissão de gôndolas, formada pela excursão e, assim que isso aconteceu, um dos desconhecidos tirou de debaixo do assento um acordeom, enquanto o outro começou a cantar cantigas tradicionais da Itália. Foi muito lindo! Percorremos vários canais, embalados pela música italiana, algumas das quais conhecíamos e acompanhávamos: Roberta, Aldilá, Santa Luccia e outras. Quando entramos no Grande Canal, nossa gôndola ficou no meio, e todas as outras se postaram em volta, formando um círculo. Foi aí que o cantor começou a cantar Volare e nós fizemos o maior coral junto com ele. Como agradecimento pela nossa receptividade ele cantou Manhã de Carnaval e Wave. A emoção tomou conta daqueles brasileiros, que no meio do Grande Canal de Veneza, relembravam suas origens, sua terra... e deu uma saudade! São coisas do Brasil. Depois do passeio de gôndola, cada um foi para um lado. Alguns fizeram compras, outros visitaram igrejas e monumentos, outros ainda optaram por um bom vinho na Praça de São Marcos. Foi lá que compramos o gatinho da Bel e o meu relógio, ambos de Murano. Em nossa despedida de Veneza, firmamos um compromisso com a cidade, parodiando Chico Buarque: “Vou voltar; sei que ainda vou voltar!” Veneza, 18 de julho de 2010.
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