









Roma - 3º dia
Amanheceu e Bernini nos esperava em Vila Borghese, numa galeria chamada Galleria. Além de algumas de suas mais importantes obras, vimos também Caravaggio em telas incríveis. A Vila Borghese abriga realmente um dos maiores tesouros da humanidade.
Estávamos com duas companheiras de viagem: Cláudia e Jaqueline que, por coincidência, também são professoras. Trabalham em duas faculdades de jornalismo em Minas Gerais, onde vivem.
Nem sabíamos como tomar o ônibus, entramos e saímos sem pagar, pois ninguém veio nos cobrar a passagem que, soubemos depois, deveria ter sido comprada com antecedência.
Mas não ficamos por aí. Depois de duas horas de visita, pegamos um ônibus para nos aventurarmos pelas ruas da Cidade Eterna. Nossas amigas foram para um lado e nós dois fomos para outro. Nosso objetivo era visitar o monumento mais lindo de Roma : a Fontana de Trevi.
Subimos escadarias, descemos escadarias e de repente um volume de gente foi-se engrossando em nosso caminho. Começamos a ouvir, do nada, um barulho agradável de água corrente. Nem bem viramos a esquina, nos vimos de frente para um colosso. Arrepiados até os ossos, não conseguimos tirar os olhos daquela maravilha. Conseguimos chegar à beira da imensa piscina, onde aquela poderosa figura mitológica derrama as águas que levam todos ao delírio.
Já que o dia era livre mesmo, resolvemos pegar uma jardineira, aqueles ônibus de dois andares, feitos para turistas como nós.
Nossa decisão foi voltar ao Vaticano – Basílica de São Pedro . Foi isso que fizemos. Ao final da visita, passamos por uma porta que não havíamos visto no dia anterior. Como dois cachorrinhos que entram quando vêem uma porta aberta, entramos. Era o Museu da Basílica de São Pedro. Decisão acertada: nunca vimos tantas pedras preciosas, nem tanto ouro dentro de um mesmo recinto. Tem até a réplica do túmulo de um dos papas, feito em tamanho natural todinho em prata de lei. Que escândalo! Foi, realmente, uma visita inesquecível!
Roma, 15 de julho de 2010.














