terça-feira, 20 de julho de 2010

Roma, 15 de julho de 2010




















































































































Roma - 3º dia

Amanheceu e Bernini nos esperava em Vila Borghese, numa galeria chamada Galleria. Além de algumas de suas mais importantes obras, vimos também Caravaggio em telas incríveis. A Vila Borghese abriga realmente um dos maiores tesouros da humanidade.
Estávamos com duas companheiras de viagem: Cláudia e Jaqueline que, por coincidência, também são professoras. Trabalham em duas faculdades de jornalismo em Minas Gerais, onde vivem.
Nem sabíamos como tomar o ônibus, entramos e saímos sem pagar, pois ninguém veio nos cobrar a passagem que, soubemos depois, deveria ter sido comprada com antecedência.
Mas não ficamos por aí. Depois de duas horas de visita, pegamos um ônibus para nos aventurarmos pelas ruas da Cidade Eterna. Nossas amigas foram para um lado e nós dois fomos para outro. Nosso objetivo era visitar o monumento mais lindo de Roma : a Fontana de Trevi.
Subimos escadarias, descemos escadarias e de repente um volume de gente foi-se engrossando em nosso caminho. Começamos a ouvir, do nada, um barulho agradável de água corrente. Nem bem viramos a esquina, nos vimos de frente para um colosso. Arrepiados até os ossos, não conseguimos tirar os olhos daquela maravilha. Conseguimos chegar à beira da imensa piscina, onde aquela poderosa figura mitológica derrama as águas que levam todos ao delírio.
Já que o dia era livre mesmo, resolvemos pegar uma jardineira, aqueles ônibus de dois andares, feitos para turistas como nós.
Nossa decisão foi voltar ao Vaticano – Basílica de São Pedro . Foi isso que fizemos. Ao final da visita, passamos por uma porta que não havíamos visto no dia anterior. Como dois cachorrinhos que entram quando vêem uma porta aberta, entramos. Era o Museu da Basílica de São Pedro. Decisão acertada: nunca vimos tantas pedras preciosas, nem tanto ouro dentro de um mesmo recinto. Tem até a réplica do túmulo de um dos papas, feito em tamanho natural todinho em prata de lei. Que escândalo! Foi, realmente, uma visita inesquecível!

Roma, 15 de julho de 2010.

Roma, 14 de julho de 2010






Roma – 2º dia – Parte II

Ainda extasiados com o Vaticano fomos em busca de outras atrações Roma adentro. Primeiramente, saímos à cata do Moisés de Michelangelo. Resolvemos ir a pé, para apreciarmos mais calmamente os lugares por onde passávamos. A escultura está exposta na Igreja de San Pietro in Vincoli, situada no alto de uma escadaria onde várias aquarelas de Roma são vendidas pelos pintores.
A sensação que o Fiorentino nos proporciona com seu Moisés é a mesma que ele teve depois de vê-la pronta. Dá vontade de pedir para que ela fale, tão natural e vivo é o seu semblante. O templo é maravilhoso. Algumas imagens nos encantam; outras nos provocam. São bispos e cardeais deitados languidamente em sofás como as musas dos pintores românticos. Não entendemos nada; ou será que entendemos?
Ao sairmos da igreja, decidimos descer por uma outra escada mais próxima de nós. Sábia decisão. A nossa frente, impávido, lá estava à nossa frente, nada mais, nada menos do que o Coliseu. A casa de espetáculos mais famosa da antiguidade hoje se transforma no próprio espetáculo. Continua lotando suas dependências e atraindo o público com a sua capacidade de encantar a todos.
Mais à frente, nos aguardava o Arco de Constantino. O imperador que fez Roma curvar-se ao cristianismo, tirando a religião oficial da Roma de hoje do interior das catacumbas de ontem. O arco é um dos muitos com que nos deparamos por toda a cidade. Cada qual lembrando um imperador da Roma Antiga.
Voltar a pé para o hotel, nessas alturas, já se mostrava um grande sacrifício. Então nada melhor que um bom metrô para descansar as pernas depois de tão longa caminhada. Ledo engano! Entramos em um vagão e nos transformamos em pequenas sardinhas enlatadas e esprimidas. Duas estações depois, pulamos fora da composição e fomos visitar o interior da igreja de Santa Maria Maior.
Extasiados e extenuados, comemos uma verdadeira pizza italiana e emborcamos na cama, já sonhando com o dia seguinte.
Roma, 14 de julho de 2010.

Roma, 14 de julho de 2010






Roma 2º dia
Sete da manhã em ponto e todos a posto dentro do ônibus; destino: Vaticano.
Emocionante! A visão da cúpula da Basílica de São Pedro, recortando o céu azul que nos cobria, fez o meu coração bater acelerado. Nossa guia no Vaticano, Flávia, é funcionária do próprio Vaticano, tendo, portanto, livre acesso a várias dependências do Museu, e as quais conhecemos. Lá, fomos recebidos antes da hora da abertura para o público e tivemos o privilégio de ter acesso àquele tesouro inestimável no maior sossego. Passamos pela arte grega e romana e pela sala dos mapas. Nunca vi paredes mais cobertas de afrescos, quadros, tapeçarias e relevos. O barroco do maior bom gosto está ali. Pode parecer paradoxal, mas é a mais pura verdade. Em seguida, uma sala inacessível à maioria dos visitantes, onde só se vê obras de Rafael, sejam elas telas ou afrescos.
Em seguida, a Capela Sistina. Nada mais lindo, intrigante e atual. Não há palavras para descrever, mas sobram emoções ao se olhar. Tivemos a sorte de pegar um Vaticano a comemorar por dois dias seguidos uma celebração que envolvia a Sistina. Então trouxeram da restauração duas tapeçarias de Rafael que estavam fora do olhar do público por longos dez anos. Foram colocadas exatamente no lugar original para onde foram criadas, mas sairão de lá assim que os festejos terminarem. Era nítida a emoção da guia, quando viu as duas obras em seu lugar de origem.
Logo depois, os túmulos dos papas.Pensei que seria mais mórbido do que é. Não parece um cemitério. O João Paulo II é o dono do mais simples de todos. Apenas uma lápide e várias rosas de prata e cristal que as pessoas oferecem a ele quando passam por lá.
Para terminar, nada mais, nada menos do que a Basílica de São Pedro. Eu devo bater nos joelhos das imagens. São imensas, mas a nave é tão grande que elas acabam sendo proporcionais aos espaços que ocupam. Tem um altar do Bernini, que foi feito para o povo babar. Aliás, por falar em Bernini...
Após conhecer o Vaticano fomos todos de volta para o hotel. Contudo, nossa curiosidade teimava em se sobrepor ao cansaço. E à tarde, a aventura continuou.
Roma, 14 de julho de 2010.

Roma, 13 de julho de 2010






Roma - 1º dia
Chegamos à Roma ao entardecer. Deslumbrante! Não existe outro adjetivo que caiba melhor à Cidade Eterna. Cidade das ruínas, das fontes, das igrejas e das praças.
Nosso primeiro contato com Roma veio através do trajeto entre aeroporto e hotel. Nossa guia, Teresa, uma portuguesa de Santarém, não poupou informações. A cada monumento, a cada fonte, a cada ruína, ela já vinha como uma série de informações que nos permitiam entender o porquê de cada um.
Chegamos ao hotel e foi só o tempo de um banho para nos refrescarmos do intenso calor que faz por aqui, e pernas pra que te quero; já estávamos na rua para sentir o que é passear pelas vias de Roma. A nossa era a Via Cavour; onde está umas cinco basílicas de Roma: Santa Maria Maior. Algumas comprinhas de lembranças religiosas e um bom fetucine numa autêntica tratoria romana que fica aos pés do nosso hotel.
Uma cama macia e um sono reparador, pois amanhã o dia será puxado.

Roma, 13 de julho de 2010.

Lisboa, 13 de julho de 2010

Cheguei!
A princípio, nem acreditei. Mas a sensação de surdez, provocada pelo pouso não me permitia pensar que estava sonhando. Lisboa, ao amanhecer, foi-se desenhando lindamente aos meus olhos, através da pequena janela do avião. Primeiramente, um casario baixo e esparso; de repente, uma cidade cheia de grandes edifícios e belíssimas construções, incluindo estádios e cúpulas de igreja.
A partir daí, abriram-se os portões da Europa diante de meus olhos maravilhados.
Hoje dei o primeiro passo para a realização de um sonho. E devo tudo isso, principalmente, a duas pessoas que, mesmo não estando por aqui, continuam me proporcionando muitas das coisas boas que eu tive da vida: Seu Valentim e Dona Ivette. A eles, toda a minha gratidão.
Lisboa, 13 de julho de 2010.