quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Paris, 23 de julho de 2010 - Louvre




























Sua Majestade, o LOUVRE!

Como já disse, minha chegada ao Louvre foi preocupante. Passei pela roleta quase empurrada de tão forte que era a dor que sentia. As primeiras salas não me empolgaram. Tenho quase certeza de que foi por causa do meu estado. Mas aí eu tomei o remédio, e tudo mudou. Fiquei ótima.
Estávamos chegando perto de uma escadaria com muita gente parada olhando alguma coisa: era a Vitória de Samotrácia. A escultura da mulher alada que é considerada a obra mais perfeita do mundo. Meu coração deu uma disparada, e eufórica, tirei inúmeras fotos. Todas saíram horrorosas, fora de foco ou tremidas. Também pudera! Do jeito que eu estava, não conseguiria nada. Aliás as melhores fotos do Louvre não foram clicadas por mim.
Voltei à escadaria da Nike (como a estátua era chamada pelos gregos) mais umas duas ou três vezes para me lembrar bem do que estava vendo. Fiz a mesma coisa com a Vênus de Milo. As duas são lindas.
Na hora da Monalisa, havia uma multidão na minha frente, e a minha altura não me permitia enxergar nem a moldura do quadro. Não quis saber. Cheia de gás, fui passando pelo povão, dando um empurrãozinho aqui, uma cotoveladinha ali, tudo com “muita educação”, até que fiquei cara a cara com o vidro que me separava da Gioconda. Emocionante! Eu estava vendo aquele sorriso, aquelas paisagens invertidas, aquele olhar enigmático dos quais eu tanto falava nas minhas aulas sem nunca tê-los visto ao vivo. Fiquei ali parada; me esqueci do tempo. Só saí de onde estava, quando alguém me achou e me puxou para perto do grupo.
Cada tela do Louvre é um escândalo. A cada sala um turbilhão de emoções. A arte grega é um capítulo à parte. A estátua da Diana é incrível; a do Hermafrodita também. Não dá vontade de sair do museu.
É claro que não visitamos tudo, mas o que vimos nos encheu de alegria pela sensação do sonho realizado. Na saída, comprei minha inseparável lapiseira e o livro do museu que uso para minhas aulas. Depois fomos para o pátio externo, tiramos algumas fotos no lago e partimos para aquele tal almoço.
Nessas alturas o grupo se dispersou e foi cada um por si, ver o que queria de Paris. Nós optamos por almoçar e visitar novamente o Museu D’Orsay, dos impressionistas, que fica na outra margem do Sena, em frente ao Louvre.
Paris, 22 de julho de 2010.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Paris, 23 de julho de 2010 - Rumo ao Louvre


























Uma Verdadeira Viagem no Louvre
Era a nossa segunda manhã em Paris. Fomos recebidos no restaurante do hotel pela mesma guia francesa, que falava um português delicioso com aquele sotaque característicos dos parisienses. Era ela quem iria nos levar ao Louvre. Sim, era o dia do Louvre! E eu tinha me preparado tanto para esse dia... Não cabia em mim de expectativa e ansiedade. Só não contava com as fortes dores que começaram a travar o meu joelho e a pinçar as minhas costas. Sedentária que se mete a andarilha, não pode dar certo.
Quando chegamos, na entrada do museu, eu já não conseguia mais andar direito. Ia sentando de banquinho em banquinho que iam aparecendo à minha frente. Foi aí que a Jaqueline, que ainda tem mais dificuldade para andar do que eu, me entregou uma caixinha de comprimidos e me disse:
“Toma isso aqui; mas não abusa. É uma fórmula feita em farmácia de manipulação que o meu ortopedista receitou para um caso de muita dor. Ele disse que ninguém merece sentir dor. Mas toma cuidado porque tem ópio na composição.”
Ela não precisou falar duas vezes. Eu estava com a minha inseparável garrafinha de água na mão. Tomei dois de uma vez. Dez minutos depois, estava eufórica.
Andei por aqueles corredores como se fosse uma grande velocista. Subi e desci aquelas escadas o máximo que pude. Enquanto estive dentro do Louvre, a euforia foi grande. Porém, quando a visita acabou, eu “bodei” completamente. A dor passou, mas em compensação, eu não tenho a menor idéia do que comi no restaurante onde nós almoçamos. Só me lembro vagamente que entrou um cliente com um cachorro enorme e sentou-se numa mesa muito perto da gente. Lembro também que os talheres e os pratos eram muito bonitos, e eu fiquei viajando nos desenhos das bordas desses pratos. Ouvia a conversa da Jaqueline e da Cláudia com a gente, mas não tive a menor condição de acompanhar o papo. Só ficava rindo e concordando com tudo.
Fiquei assim, durante todo o almoço. De repente, do jeito que o “bode” veio, se foi.
Depois, conversando com a Jaqueline ela disse que o médico recomendou que ela tomasse um a cada dois ou três dias, porque era uma fórmula muito forte.
Eu que o diga. Ainda mais tomando dois de uma vez.
Paris, 23 de julho de 2010.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Paris, 22 de julho de 2010 - Notredame




















































Ao lado de nossa amigas inseparáveis, Jaqueline e Cláudia. Resolvemos passear em Paris. Nossa primeira missão naquele começo de tarde, foi achar um restaurante que nos oferecesse uma comidinha francesa bem gostosa. Achamos. Nos deliciamos com a carne e a salada que escolhemos. A sobremesa também estava deliciosa.
Saímos do restaurante às margens do Sena e seguimos pela mesma calçada até chegar ao Museu D’Orsay. Ali vimos Monet, Van Gogh, Manet, Rodin e tantos outros. O que mais impressiona é a quantidade de telas originais conhecidas no mundo inteiro pelos amantes da arte. A gente vai andando pelas alamedas do museu e encontrando uma série de obras retratadas nos livros de arte e literatura. Tivemos essa mesma sensação no Museu do Prado, em Madrid. Pena, que naquele dia o museu fechava mais cedo, e deixamos o D’Orsay com o maior gosto de “quero mais”.
Depois dessa visita, pegamos um taxi e fomos para a Catedral de Notredame.
Achei a catedral mais imponente por fora do que por dentro. A imagem que mais me chamou a atenção foi a de Santa Joana D’Arc, a protetora da França. Não sei se por causa da peça que escrevi pra Bebel representar na escola, mas eu já tinha um pouquinho de intimidade com a santa. Há um altar só pra ela. E quando a olhei cara a cara, percebi alguma semelhança entre a Bel e ela. Acho que é coisa da minha cabeça ou do meu coração, que já estava novamente bastante emocionado, com o que eu via e com a saudade. Os vitrais de Notredame são um capítulo à parte. Também são impressionantes; entretanto o cinza das pedras que formam as paredes da nave a deixam sombria.
Quando saímos da igreja, resolvemos andar um pouco mais a pé com as nossas companheiras de viagem. Eu, como já não sentia mais dores, não me fiz de rogada. Ficamos pela rua, admirando as mansardas, as praças, as pontes e o rio Sena. Carregávamos várias sacolas que continham todas as compras que havíamos feito naquele dia. Quando esgotamos tudo o que podíamos fazer a pé naqueles quarteirões mais próximos, pegamos outro taxi e voltamos para o hotel.

Descansamos um bom tempo. Tiramos uma soneca reconfortante, nos produzimos, e fomos lanchar no restaurante do Mercure. Dessa vez, comemos um sanduíche delicioso. Sem fome e descansados, não tinha como ficarmos parados. Voltamos para as ruas parisienses.
Pegamos o taxi e fizemos um passeio diferente. Fomos a Montparnasse.

Paris 22 de julho de 2010