domingo, 9 de outubro de 2011

Florença, 16 de julho de 2010







Florença – 1º dia

Estrada à fora, e Florença se aproximando cada vez mais. O ônibus nos levou a uma colina de onde descortinamos uma das visões mais lindas da Itália: a cidade de Florença vista do alto, com suas muralhas e suas construções centenárias.
Em poucos minutos, já estávamos dentro da cidade. Foi só o tempo de deixarmos as bagagens na parte no hotel, localizado na parte mais nova da cidade, e tomarmos um táxi para conhecer um dos maiores conjuntos arquitetônicos do mundo: a parte velha de Florença.
O lugar não se cansa de nos brindar com visões incríveis: as grandes catedrais, o Batistério, o Mercado da Palha, as praças e tantas outras construções. Foi lá que Miguelangelo aprendeu a ser MIGUELANGELO; e é lá que aprendemos que dom não se fabrica, apenas se aprimora. Depois de muito errarmos pela velha Florença, entre ruelas e becos, finalmente, achamos a bendita Galeria Academia que guarda um dos motivos da minha vinda à Itália: a estátua de David. O lugar já estava fechado devido ao adiantado da hora, pois, apesar do sol teimar em aparecer, já eram quase nove horas da noite. Saí leve dali, pois sabia que na manhã seguinte seria mais fácil chegar. Marquei encontro com David, e ele nem sabia disso; mesmo assim eu sabia que ele não faltaria.
Continuamos a andar, os dois sozinhos e maravilhados com as construções, estátuas e praças florentinas. Paramos para tomar um gelato na calçada em frente à lateral da Basílica de Nossa Senhora das Flores. Foi o maior templo que eu vi na Europa, depois da Basílica de São Pedro. Ela ocupa simplesmente o espaço de um quarteirão. Seu colorido suave em verde e branco, formando listras, nos remete à arte bizantina. Em frente à entrada principal, do outro lado da rua, outra magnífica construção: o Batistério. Ele acompanha os mesmos caminhos arquitetônicos da Basílica, apesar de ser muito menor que ela. Porém, o que se destaca nessa construção são as suas portas principais, trabalhadas em bronze. São tão lindas, que foram apelidadas de Portal do Paraíso, por ninguém mais, ninguém menos do que Miguelangelo. Daí, então se pode imaginar o valor dessa obra. A noite foi caindo e não conseguíamos sair daquele lugar tão maravilhosamente mágico. Nossa última parada foi na Praça do Domo, onde havia um carrossel cheio de luzes em franca atividade, carregado de crianças e adultos. Mais um gelato e um banquinho para esperar o táxi que nos levaria de volta ao hotel.

Florença, 16 de julho de 2010.

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