Bruxelas
Em poucas horas, chegamos à capital da Bélgica. Estávamos cansados, por isso resolvemos dar uma paradinha no Hotel Hilton, para relaxar. A vista que tínhamos do nosso quarto era qualquer coisa de muito bom. E de lá mesmo, já começamos com as fotos.
Quando descemos para o encontro com o grupo, reparamos que no saguão do hotel, estavam expostas várias obras de arte, com destaque para as poltronas e telas de Roberto Baar, um pintor brasileiro, radicado na Bélgica. Havia também uma escultura que retratava um maestro em atividade. De longe nos pareceu ser de bronze, mas quando nos aproximamos, percebemos que era toda feita de cascos de violinos, e a batuta do maestro era um arco.
A essa altura, saímos para passear pela cidade. A Bélgica estava comemorando o seu aniversário. As ruas de Bruxelas estavam bastante movimentadas, mas o comércio estava fechado. Notamos que algumas pessoas do nosso grupo pararam em uma esquina para observarem alguma coisa que ainda não sabíamos o que era. Quando nos aproximamos, ficamos frente a frente com o Manequinho, a estátua do garotinho mijão. Sua réplica foi dada de presente ao Brasil, virou símbolo do Botafogo , mas foi roubada e derretida. Veio um pouquinho de saudade do Brasil, mas a cidade estava tão animada, que rapidamente seguimos o fluxo, nos deixando levar pela animação dos aniversariantes.
Depois de um tempinho, chegamos à famosa Grand Place. Até então, nunca tínhamos vista uma praça tão linda! Ela é rodeada de contruções barrocas. O centro da praça é ocupado pelo povo que senta no chão para conversar, tocar um violãozinho e lanchar.
No restaurante que escolhemos para jantar havia um grupo de negros jovens, bonitos e muito alegres e que conversavam em português. Eram africanos radicados em Bruxelas. Eles nos disseram que trabalham com televisão, publicidade e um pouco de teatro. Perguntei se sofriam preconceito. Eles disseram que não; que são respeitados não e tiveram dificuldade para trabalhar dentro de sua profissão.
Voltamos para o hotel e ficamos sabendo que, à meia-noite em ponto, a praça ficou às escuras e uma orquestra sinfônica tocou a Nona Sinfonia, de Bethoven, enquanto era exibido um show de raio laser.
Essa nós perdemos. Que pena! Mas com show ou sem show, Bruxelas é linda e jamais será esquecida.
Bruxelas, 20 de julho de 2010.
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