




Florença- 2º dia
Mal o sol saiu, e lá estávamos nós, em um táxi, de volta à Galeria Academia. Desta vez, Jaqueline, nossa nova amiga, estava com a gente. Fomos um dos primeiros da fila e quando chegamos lá dentro, vimos que a Academia era um grandioso museu, cujo acervo, em grande parte, era formado de pintura florentina medieval. Contudo nada foi mais emocionante e impactante do que encontrar o imponente David à nossa espera. Afinal, quatro metros de um único bloco de mármore de Carrara não poderia resultar em outra coisa, quando passasse pelas mãos de Miguelangelo Buonarroti.
À volta dele, encontram-se algumas cadeiras; escolhi uma delas e fiquei ali, olhando aquele colosso, tentando não perder cada centímetro de sua construção. Olhando de perto, percebi que o personagem tem uma expressão muito zangada, que chegaria a dizer furiosa.
Não sei quanto tempo se passou, nem quantas lágrimas caíram dos meus olhos extasiados diante de tanta beleza. Mesmo agora, quando escrevo, volto a me emocionar.
Foi na Galeria Academia que comprei o caderninho que me acompanha até hoje, trazendo a imagem de David para perto de mim. Lá eu anoto tudo que é importante e economizo ao máximo cada uma de suas folhas.
Saímos da casa de David ainda entorpecidos pela beleza e pela emoção. Fomos andando ao sabor do vento e do fluxo de turistas que, como nós, buscavam as artes medieval e renascentista. Caímos numa feirinha, armadilha para turistas, e começamos a compra de lembrancinhas. Artefatos para a cozinha toscana das meninas: aventais sérios e engraçados, cobertura para garrafas de vinho e joguinhos americanos.
Ainda perambulamos mais algum tempinho por Florença, tomamos mais um gelato e seguimos de táxi para o hotel, onde Teresa e seu Alfredo, o motorista, nos esperavam para levar-nos a Pádua.
Florença, 17 de julho de 2010.
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