domingo, 16 de setembro de 2012

MONTMARTRE

          Pela manhã um citytour, nos levou a mais alguns lugares interessantes de Paris. Algumas praças, alguns monumentos e prédios. Um pouco mais de Champs Elysés e Arco do Triunfo, um bom almoço num restaurante lindo. Escolhemos uma mesa na calçada e ficamos apreciando o vai e vem dos parisienses com suas famosas baguetes debaixo do braço. Meio cansados, voltamos para o hotel, mas não haveria cansaço capaz de acabar com a nossa última noite em Paris. Decidimos conhecer Montmartre, o bairro dos artistas. Tomamos o táxi ainda com bastante sol., mas percebemos algumas nuvens mais pesadas e escuras pintando o céu da Cidade Luz. Não demos importância. Ainda bem! Caso contrário, teríamos perdido uma das melhores noites da viagem.
          Pedimos ao motorista que fosse devagar para apreciarmos toda aquela parte da cidade que ainda não conhecíamos. Passamos por Pigalle, vimos os cabarés, que começavam a funcionar. Em seguida, começamos a subir uma ladeira interminável. Construções baixas e lindas adornavam o caminho. O motorista, em bom inglês ia descrevendo tudo o que víamos, nos trazendo informações bem humoradas e às vezes picantes. No alto do monte, ele avisou que nos deixaria na parte de trás da Igreja de Montmartre, que era o limite que os táxis poderiam chegar. O lugar é lindo. Montmartre, logo que foi doado à Igreja Católica,  recebeu um vinhedo cultivado pelos monges. Alguns terrenos da Igreja, ainda possuem videiras pertencentes aos padres. 
          A catedral é lindíssima. Entramos pela porta lateral do templo. Lá dentro, ficamos sabendo que ela está aberta dia e noite por 125 anos ininterruptos. Nem a 2ª Guerra foi capaz de fazê-la fechar sua belíssimas portas. E
as cúpulas? Es torres? Seu interior não fica devendo em nada ao que vemos lá de fora. Saímos pela porta da frente e descemos por uma escadaria de mármore, onde havia muita gente sentada, ouvindo uma apresentação de reggae. Sentamos também  e curtimos o show. Aliás eram dois espetáculos: o de música e o visual ; simplesmente toda Paris. 
          Quando o show acabou, descemos as escadarias da igreja e também as da rua. Sim, as ruas têm escadas em Montmartre, tipo Ouro Preto. Acho que é para conter o nosso andar, de tão íngreme que é a colina.Quando demos conta, estávamos perto de uma praça cercada por quiosques e banquinhas de artistas que pintavam em seus cavaletes freneticamente. Alguns reproduziam a paisagem do lugar, outros pintavam retratos de turistas. 
          Sentamos em um dos quiosques, que pertencia a uma espécie de cabaré, na calçada em frente. Pedimos salsicha com batatas fritas. Delícia! Quando saímos do quiosque, percebemos que aquelas nuvenzinhas do final do pôr do sol, transformaram-se numa chuvinha fraca mais intermitente que nos fez comprar um guarda-chuva que se desminlinguiu na primeira chuva carioca que enfrentou. Depois, entramos numa espécie de galeria e compramos os posters das meninas e do Gui. Depois, em outra loja, compramos os leques da Bel e da Manoa. Finalmente, para variar, mais lembrancinhas para o povo daqui. Quando saímos de Montmartre, já era mais de meia-noite em Paris. Passamos mais uma vez por Pigalle e seus luminosos e enfumaçados cabarés. 
          Chegamos ao hotel para dormirmos o sono de justos, tentando prolongar em nossos sonhos aquela inesquecível última noite em Paris.


PARIS - Tarde de 23 de julho

          Uma tarde em Paris!
          Acabado o almoço, pegamos um táxi que dividimos com Jaqueline e Cláudia e fomos explorar mais um pouquinho da cidade. Destino: Notredame. Pedimos ao motorista que nos deixasse apenas próximo à Igreja. Queríamos fazer uma parte do percurso a pé. Assim foi. Duas ou três pontes depois às margens do Sena, ela aparece diante de nossos olhos extasiados. Cada porta, cada vitral, cada gárgula, cada escultura de sua fachada pareciam nos desejar boas vindas. Séculos e séculos de história estavam ali, diante de nós, que buscávamos em cada detalhe um motivo de prazer e de encantamento. Entramos no templo. Sombrio... paredes de pedra... a pouca luminosidade vem por entre os belíssimos vitrais que o adornam. Os altares estão ali; à espera dos olhares das visitas, os quais se movimentam incessantemente. Notredame, lá de cima de seu posto principal, olha a todos com aquele olhar de mãe que entende o vozerio, que perdoa a balbúrdia, que aceita as chegadas barulhentas de seus filhos e a satisfação que eles sentem por vê-la em seu altar mór, surpreendentemente simples. Na parede lateral à direita, uma grata surpresa: Joana D'Arc, a protetora do povo francês abençoa a todos com suas armas, sua farda e sua santidade. 
          Uma maquete da Catedral fica exposta para a apreciação de todos. É perfeita nos mínimos detalhes. Saímos do templo para apreciar sua grandeza e sua arquitetura mais uma vez. O estilo gótico impera por toda a construção. As figuras medievais do pórtico principal me são velhas conhecidas, por figurarem em quase todos os livros de Literatura. As gárgulas não me assustam; elas me encantam. Olhando para elas chego a imaginar o som de suas vozes, caso pudessem gritar ou mesmo falar. São lindíssimas em sua monstruosidade e feiura. Vamos nos distanciando daquela imensa construção, e cada vez que olhamos para trás, lá está ela, à vista de todos; grandiosa, majestosa, absoluta e inesquecível. 
          Que bom dizer: eu conheci a Notredame de Paris!