Uma tarde em Paris!
Acabado o almoço, pegamos um táxi que dividimos com Jaqueline e Cláudia e fomos explorar mais um pouquinho da cidade. Destino: Notredame. Pedimos ao motorista que nos deixasse apenas próximo à Igreja. Queríamos fazer uma parte do percurso a pé. Assim foi. Duas ou três pontes depois às margens do Sena, ela aparece diante de nossos olhos extasiados. Cada porta, cada vitral, cada gárgula, cada escultura de sua fachada pareciam nos desejar boas vindas. Séculos e séculos de história estavam ali, diante de nós, que buscávamos em cada detalhe um motivo de prazer e de encantamento. Entramos no templo. Sombrio... paredes de pedra... a pouca luminosidade vem por entre os belíssimos vitrais que o adornam. Os altares estão ali; à espera dos olhares das visitas, os quais se movimentam incessantemente. Notredame, lá de cima de seu posto principal, olha a todos com aquele olhar de mãe que entende o vozerio, que perdoa a balbúrdia, que aceita as chegadas barulhentas de seus filhos e a satisfação que eles sentem por vê-la em seu altar mór, surpreendentemente simples. Na parede lateral à direita, uma grata surpresa: Joana D'Arc, a protetora do povo francês abençoa a todos com suas armas, sua farda e sua santidade.
Uma maquete da Catedral fica exposta para a apreciação de todos. É perfeita nos mínimos detalhes. Saímos do templo para apreciar sua grandeza e sua arquitetura mais uma vez. O estilo gótico impera por toda a construção. As figuras medievais do pórtico principal me são velhas conhecidas, por figurarem em quase todos os livros de Literatura. As gárgulas não me assustam; elas me encantam. Olhando para elas chego a imaginar o som de suas vozes, caso pudessem gritar ou mesmo falar. São lindíssimas em sua monstruosidade e feiura. Vamos nos distanciando daquela imensa construção, e cada vez que olhamos para trás, lá está ela, à vista de todos; grandiosa, majestosa, absoluta e inesquecível.
Que bom dizer: eu conheci a Notredame de Paris!
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